Novo circuito para a produção artística da cidade envolve professores, estudantes e comunidades
Transformar onze escolas municipais em “equipamentos públicos de cultura” para professores, estudantes, comunidades e o público em geral. Esta é a proposta do Ocupa Escola, projeto desenvolvido pela ONG Arte de Educar em parceria com a Secretaria Municipal de Educação (SME), a partir de uma proposta do movimento Reage Artista. O lançamento oficial do projeto será no próximo dia 14 de maio (quinta), em Ricardo de Albuquerque.
A iniciativa vai capacitar onze escolas da rede municipal de ensino para atuarem como equipamentos culturais, com programação artística gratuita a cada 15 dias. As escolas também vão se tornar espaços para Residência Artísticade grupos locais que, em contrapartida, irão ministrar oficinas para os alunos da unidade.
“A escola já é um dos mais bem sucedidos “equipamentos culturais”, pois já conta com um público diário e fiel e está inserida na vida dos jovens e das comunidades”, afirma Fátima Verônica, coordenadora do Ocupa Escola. “Além disso, suas instalações, ao contrário de museus, teatros etc. estão bem distribuídos pelo território da cidade, o que favorece as atividades”, complementa.
Rio sai na frente no desafio de integrar cultura e educação
Com o Ocupa Escola, o Rio sai na frente no desafio de transformar a escola em um espaço de produção e circulação da cultura brasileira. O projeto pode ser replicado em qualquer cidade do país por ter um custo reduzido, se comparado a outras ações culturais. Além de possibilitar ao público de bairros mais populares acesso a opções culturais e lazer.
“Acreditamos no potencial transformador do projeto, principalmente pela interação com os agentes de cultura, da educação e com as comunidades locais, com possibilidade real de tornar-se uma política pública de cultura permanente”, afirma Marcus Galiña, coordenador do Ocupa Escola, e completa “nossa prioridade é dar protagonismo aos alunos, fomentando sua expressão artística e valorizar o artista atuante no entorno da escola”.
As onze escolas selecionadas para abrigar o projeto priorizaram áreas de risco social e reduzido acesso à cultura. Quatro estão na zona oeste, seis na zona norte e uma no Centro. Os espaços foram selecionados a partir de um trabalho de campo para avaliar as condições de infraestrutura de cada escola e a partir de diálogos com a Secretaria Municipal de Educação.
Para se tornarem equipamentos culturais eficientes, representantes das escolas e articuladores locais serão capacitados nos seguintes temas: “Arte, cidade e direito à cultura”; “Comunicação e divulgação”; “Infraestrutura de ações culturais” e “Programação e diversidade cultural”.
Escolas que abrigarão o projeto e seus bairros:
§ Casarão dos Prazeres – Morro dos Prazeres (Santa Tereza)
§ Escola Municipal República da Argentina – Vila Isabel
§ Escola Municipal Maranhão – Pilares
§ Escola Municipal Clotilde Guimarães – Maré (Av. Brasil)
§ Escola Municipal Desembargador Montenegro – Vila Kosmos
§ Escola Municipal Coelho Neto – Ricardo de Albuquerque
§ Escola Municipal Embaixador Ítalo Zappa – Vargem Pequena (Conjunto Bandeirantes)
§ Escola Municipal Henrique de Magalhães – Bangu
§ Escola Municipal Alcides Carneiro – Campo Grande
§ Palacete Princesa Isabel – Santa Cruz
§ Escola Municipal Rodrigo Otávio – Ilha do Governador